Split Payment: Porque sua empresa precisa rever o fluxo de caixa antes da Reforma Tributária entrar em vigor.

Se você está acostumado a receber o valor total de uma venda e só pagar os impostos no mês seguinte, prepare-se: essa dinâmica está com os dias contados. O Split Payment, espinha dorsal da Reforma Tributária, mudará a forma como o dinheiro entra na sua conta.

A regra é simples, mas o impacto é profundo: no momento em que seu cliente pagar por um produto ou serviço, a parcela correspondente aos tributos (IBS e CBS) será retida automaticamente e direcionada ao fisco. O que sobra para a sua empresa é apenas o valor líquido.

1. O Fim da “Autogestão” do Fluxo de Caixa

Atualmente, muitas empresas utilizam o prazo entre a emissão da nota e o vencimento dos tributos para gerir o capital de giro. Com o Split Payment, esse “fôlego” desaparece. O imposto não passa mais pela sua conta. Se o seu planejamento financeiro depende desse float, sua operação pode travar já nos primeiros meses de 2026.

2. Compliance Digital: Não haverá espaço para erros

O sistema será totalmente automatizado e vinculado aos meios de pagamento (cartões, Pix, boletos). Se a sua classificação fiscal (NCM ou NBS) estiver errada, o sistema reterá o valor incorreto na fonte. Recuperar esse dinheiro via crédito tributário será um processo burocrático que pode levar meses, asfixiando sua liquidez desnecessariamente.

3. A Necessidade de Ajuste Tecnológico e Contratual

As empresas precisam, desde já, auditar seus cadastros de produtos e serviços e revisar contratos com fornecedores. É fundamental entender como seus parceiros comerciais estão se preparando, pois a sua capacidade de aproveitar créditos dependerá de quão rápido e eficiente o sistema de Split Payment deles estiver operando.

Conclusão: O risco de “esperar para ver”

O Split Payment não é apenas uma mudança de software; é uma mudança de modelo de negócio. Empresas que não readequarem sua política de preços, prazos e gestão de estoque agora, chegarão em 2026 com uma crise de liquidez anunciada. A consultoria jurídica preventiva é o único caminho para blindar o seu patrimônio contra essa retenção automática e agressiva.

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